Paróquia

Comunidade Nossa Senhora de Lourdes

Domingo
07h
10h
19h
Sábado
19h30
1ª sexta-feira de cada mês - Missa

19h30

Comunidade Santa Luzia

Domingo
08h30
Sábado
18h
1ª sexta-feira de cada mês - Missa

18h

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Nossa Senhora de Lourdes

Segundo a tradição, em 11 de fevereiro de 1858, Bernadete Soubirous, uma menina de 14 anos, foi, em companhia da irmã e de uma vizinha, recolher lenha perto da localidade de Massabielle, ao sudoeste da França. Elas deviam atravessar descalças uma corredeira gelada, mas Bernadete sofria de asma e, por isso, não quis por os pés na água.

Separada das companheiras, de repente, a jovem ouviu um barulho entre as árvores. Ao erguer os olhos em direção à gruta, viu uma senhora de semblante reluzente, trajando um vestido branco, com uma faixa azul à cintura e um sorriso no rosto. Ela e Bernadete recitaram o terço.

Ao saberem, os familiares da jovem a proibiram de voltar à gruta. Bernadete chorava constantemente, por isso deixaram que ela retornasse ao lugar. No dia 18 de fevereiro, a aparição se repetiu. A senhora pediu que a adolescente voltasse à gruta nos quinze dias seguintes. “Não lhe prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”, teria dito. Nas aparições, recomendou orações pelos pecadores e convidou os fiéis à penitência.

No dia 25 do mesmo mês, a senhora pediu que fosse construída uma igreja naquele lugar.

O pároco pediu que Bernadete a perguntasse como se chamava. A jovem  ouviu da senhora: “Eu sou a Imaculada Conceição”. A identificação surpreendeu as autoridades eclesiásticas, pois apenas quatro anos antes o Papa Pio IX havia proclamado aquele dogma.

Depois de inúmeras dificuldades, o acesso à gruta foi permitido pelas autoridades civis. Bernadete entrou para a Congregação das Irmãs da Caridade de Nevers. Maria Bernarda (nome que ganhou ao fazer os votos religiosos), faleceu no dia 16 de abril de 1879. Foi canonizada pelo Papa Pio XI em 8 de dezembro de 1933.

O santuário onde a Virgem Maria teria conversado com Bernadete já atraiu milhões de devotos. A Virgem Maria, reconhecida com o título de Nossa Senhora de Lourdes, é celebrada liturgicamente em 11 de fevereiro. Nessa data também se comemora o Dia Mundial dos Enfermos.


Santa Luzia

Desde o século IV o povo cristão do Ocidente e do Oriente celebra a memória da virgem e mártir Luzia (ou Lúcia). Segundo antigos relatos ela era membro de uma família rica de Siracusa, na Ilha de Sicília (Itália). Sua mãe, Eutíquie, ficou viúva e prometeu dar a filha em casamento a um jovem do lugar. Luzia havia feito voto de permanecer virgem por amor a Cristo, por isso conseguiu que as núpcias fossem adiadas. O motivo também foi uma doença de sua mãe.

Numa atitude piedosa, Luzia decidiu levar a mãe para uma visita ao túmulo de Santa Águeda, mártir que viveu cerca de meio século antes. Depois da peregrinação, Eutíquie voltou curada e, por isso, deu licença para que Luzia vivesse como desejasse. Também permitiu que a jovem distribuísse aos pobres os bens que ela daria em dote.

O noivo rejeitado se vingou e denunciou Luzia ao procônsul Pascásio. Naquele tempo, as pessoas eram proibidas de professar a fé em Jesus Cristo. Segundo a tradição, os perseguidores ameaçaram expor a jovem ao prostíbulo, para que se contaminasse. “O corpo é contaminado se a alma permite”, foi a resposta de Luzia ao procônsul. Sem poder contra-argumentar, Pascásio ordenou que a jovem fosse morta. Conforme o relato, mesmo ferida, Luzia continuou a exortar os irmãos a prestarem a devida adoração apenas a Deus e não às criaturas.

O nome Luzia tem origem em “lux” (= luz), por isso a intercessão da mártir é invocada por aqueles que buscam a cura das cegueiras física e espiritual. A memória litúrgica de Santa Luzia é carinhosamente celebrada em 13 de dezembro.

Referências

MEGALE, Nilza Botelho. 112 invocações da Virgem Maria no Brasil: história, folclore e iconografia. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1986.

SGARBOSSA, Mario; GIOVANNINI, Luigi. Um santo para cada dia. 5. ed. São Paulo: Paulus, 1996.

SWANN, Ingo. As grandes aparições de Maria. Tradução de Barbara Theoto Lambert. 4. ed. São Paulo: Paulinas, 2011. (Coleção Testemunhas. Série Nossa Senhora).